SISTEMA DE ATERRAMENTO

Devem ser projetadas malhas de aterramento nas áreas de subestações/Sala
Elétricas, unidades de processo, estruturas e demais instalações elétricas. As diversas
malhas de aterramento devem ser interligadas, no mínimo, através de dois pontos,
empregando-se cabos de bitola igual à da malha principal. Além disso, a malha de terra
da nova unidade deverá ser preparada para ser interligada com a malha do Cliente em
pelo menos dois pontos distintos. Essa espera deverá ser feita com poço de inspeção e
haste tipo copperweld e todas as conexões tipo desconectáveis.

A rede de aterramento deve ser constituída, basicamente, por cabos de cobre
nu, trançados, têmpera dura de bitola adequada, interligando hastes de terra e barras
de distribuição. Caso haja problemas de ataque ao cobre, devido a substâncias
presentes na atmosfera ou solo, os ramais de aterramento e demais pontos aparentes
sujeitos ao ataque devem ser adequadamente protegidos. A bitola mínima a ser
adotada nos ramais de aterramento de equipamentos elétricos ou de processo deve
ser 25 mm 2 .

Caso um ramal de aterramento atenda a mais que um equipamento, este deve
formar uma malha, de modo a assegurar o aterramento de qualquer equipamento
através de dois pontos.

O cabo de aterramento do motor deverá ser conectado ao cabo de aterramento
mais próximo (instalado no leito de cabos ou na malha de terra).
Além dos equipamentos já citados, tanques, estruturas e bases metálicas, leito
de cabos, eletrodutos, blindagens de cabos e qualquer componente capaz de acumular
eletricidade estática deverão ser efetivamente aterrados através do condutor de
aterramento.

As blindagens dos cabos de sinais analógicos em circuitos de controle e/ou
instrumentação serão aterradas somente no painel de destino dos cabos.

As blindagens concêntricas dos cabos tripolares de conversores de frequência
serão aterradas no painel de alimentação da carga e na carga.
Todo equipamento portátil será aterrado por meio de um condutor terra
localizado no cabo de alimentação, com “plug” adequado para aterramento.
Os equipamentos de processo, bem como os equipamentos elétricos da área
externa da subestação/Sala Elétrica, devem possuir dois pontos distintos
(preferencialmente diametralmente opostos) para conexão à malha de terra.

Todo o sistema de aterramento deverá ter a continuidade elétrica assegurada
em todos os casos referentes às instalações em geral, de partes metálicas ou não
metálicas capazes de oferecer diferença de potencial por eletrostática.

A continuidade elétrica dos eletrodutos metálicos nas caixas de passagem deve
ser garantida através da interligação por meio de cabo de cobre nu, bitola mínima 25
mm2 , entre todos os eletrodutos de cada uma das janelas da caixa, sendo então
interligados entre si os cabos correspondentes às diversas janelas.
Adicionalmente, os cabos que garantem a continuidade elétrica dos eletrodutos,
anteriormente descritos, devem ser interligados à malha de terra. Caso o trecho do
banco de dutos(envelope) for maior que 30m, deve-se aplicar uma haste copperweld
no fundo da caixa de passagem e conectar os cabos de aterramento que chegam e
que saem da respectiva caixa.

Externamente aos eletrodutos flexíveis, com capa de PVC, que contenham
circuitos de força, devem ser previstos cabos de cobre nu, bitola mínima 25 mm2 ,
interligando as duas extremidades do flexível.

Na chegada dos eletrodutos metálicos na subestação/Sala Elétrica, os
eletrodutos de cada uma das janelas de entrada devem ser interligados entre si e ao
cabo terra que acompanha o leito de cabos. Este último deve ser interligado à barra de
equipotencialização de terra(BES/BEP) da sala elétrica. Este cabo deve seguir o mais
próximo possível das fases do respectivo circuito de força.

Na subestação/Sala Elétrica, a barra de terra de um determinado painel deve ser
interligada à BEP e desta para a malha de aterramento da subestação/Sala Elétrica e à
barra de terra do painel que o alimenta, através de cabos de cobre nu. Este último cabo
deve seguir o mais próximo possível das fases do circuito de alimentação do painel.
(conforme figura 1)

Deverá ser instalada uma pequena malha de aterramento específica para
sistemas digitais e painéis de instrumentação. Essa pequena malha será interligada a
duas barras de cobre localizadas na sala de painéis, através de dois cabos
independentes. Uma das barras(BE0) será utilizada como “zero” de referência para
circuitos eletrônicos. A outra barra (BEM) será utilizada como aterramento de proteção
(invólucros e carcaças metálicas de uso exclusivo dos componentes eletrônicos)

 

(conforme figura 2). Deverá existir uma interligação entre as BE0 e BEM com a BEP da
sala elétrica com dois cabos de #50mm2. (conforme figura 3)

Não deve ser utilizada a configuração de forma triangular ou circular nas
tomadas de aterramento.

FIGURA 1 – Diagrama do Aterramento do Sistema Elétrico

 

FIGURA 2 – Diagrama de Aterramento de Eletrônicos Sensíveis

 

 

FIGURA 3 – Gaiola de Faraday

 

 

 

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